Ao longo da minha trajetória como empreendedora, percebi que o que mais aporto aos projetos é a minha experiência e isso só faz sentido se eu tiver tempo e presença para contribuir de verdade. Seria incoerente vender meu background e depois não conseguir estar próxima dos negócios que escolhi atender.
Mas teve um fato que me despertou para essa decisão: participei de um processo de concorrência em uma empresa de alguém que me conhecia há anos. Já tínhamos trabalhado juntos, ele sabia da minha competência, inclusive já havia tentado me contratar algumas vezes. Ainda assim, naquele momento, ele disse que eu era uma empresa muito pequena para atender a conta dele.
Fiquei pensando nisso por muito tempo. Porque, na verdade, o que estava em jogo era uma visão limitada, que ignorava o valor da entrega personalizada, da dedicação real e da profundidade que um time pequeno consegue oferecer. Afinal, nem sempre o que parece pequeno é, de fato, menor.
Ele não entendeu que quem estaria à frente do projeto dele era eu mesma. Não era como muitas grandes agências, em que o dono vende o projeto e depois delega para pessoas mais juniors. Porque era justamente por isso que eu escolhi ser pequena: ter poucos clientes para poder me dedicar à todos e agregar com a minha experiência.
Na J9, isso foi uma escolha estratégica. Manter poucos clientes e atender negócios menores, que estejam em momentos de escalar e que me permitam mergulhar, ver o que ninguém está vendo e propor caminhos que uma equipe mais júnior talvez não consiga enxergar.
Ser pequena é uma escolha. Pode ser que um dia mude, mas, por enquanto, é assim que faz sentido!
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