Quando voltei a morar em Goiânia, logo percebi que a cidade tinha muito mais a me oferecer do que eu lembrava. A qualidade de vida é um privilégio: estamos em uma das capitais mais verdes do mundo, com uma área de natureza que se mistura ao ritmo urbano. Aqui, tenho a sorte de estar perto dos meus pais, de reencontrar amigas de infância e de viver uma rotina onde segurança pública realmente faz diferença — é possível andar pelas ruas ou atender o celular sem aquela sensação constante de ameaça que existe em outras grandes cidades.
Esses são pontos que valorizo imensamente e que tornam Goiânia especial. Mas, ao lado de tantas qualidades, também existem desafios. No meu último texto, falei sobre a questão da prestação de serviços. Hoje, quero trazer outro ponto que me incomoda: o trânsito.
O crescimento da cidade e a falta de planejamento viário tornam os deslocamentos cansativos e, muitas vezes, caóticos. É um contraste com a tranquilidade que Goiânia oferece em outros aspectos. Se por um lado temos verde, proximidade e segurança, por outro ainda precisamos avançar muito em mobilidade urbana.
Reconhecer os pontos positivos não diminui a necessidade de olhar para os problemas — pelo contrário, é justamente porque Goiânia tem tanto potencial que vale a pena levantar essas discussões.