Por muito tempo, tratamos a jornada de compra como uma linha reta: atrair, converter, vender. Só que as pessoas não vivem em linha reta. Hoje, alguém descobre sua marca num vídeo, confere comentários, recebe uma indicação, salva um post, conversa no WhatsApp e só depois decide.
A “morte” do funil é, na verdade, a evolução para um ciclo contínuo e infinito, que, do meu ponto de vista, quase sempre existiu. Ele nunca foi exatamente linear e era mais uma forma de representação gráfica para facilitar a visualização e estratégia.
E outra, atrair, converter e vender continuam importantes — mas reter, encantar e gerar indicações valem tanto quanto a primeira compra.
Mas o contexto mudou: excesso de canais, influenciadores moldando preferências, privacidade mais rígida e consumidores que se engajam com marcas antes mesmo de comprar. Isso pede menos rigidez de etapas e mais foco em conversa real, prova social legítima e conteúdo que se encaixe no momento de vida da pessoa.
O funil mudou. Hoje, a jornada é melhor representada por uma ampulheta que gira — ou um looping contínuo. Começamos com a atração, passamos pela conversão, construímos relacionamento e concretizamos a venda. Ou às vezes a pessoa entende a proposta de valor da marca e já compra direto, rs. Ou viu uma vez e depois comprou. Quem não tem ou teve, nos últimos 10/20 anos uma experiência assim, que subverte a lógica do funil. Afinal, a ampulheta então “gira”o tempo todo. A única certeza é o movimento constante.
E o novo marketing é sobre experiência. Sobre entender o contexto único de cada pessoa (ou grupo pequeno), a força da conexão que criamos e a continuidade das interações, sem a rigidez das antigas etapas lineares. É entregar conteúdo humano e relevante, que conversa com o comportamento real das pessoas e gera vínculos, não apenas cliques.
O que isso significa para as empresas? Que chegou a hora de repensar a estratégia — e colocar, de verdade, o cliente/consumidor/shopper no centro. De enxergar a jornada como um ciclo vivo e contínuo, construindo relacionamentos duradouros por meio de interações genuínas.
Em vez de apenas medir campanhas, é preciso observar como o cliente interage, o que ele sente e o que comunica em cada contato. É nesse diálogo que nasce valor — e é assim que se constrói uma marca que não só vende, mas cria pertencimento.
Social Chat is free, download and try it now here!
