Depois de anos construindo uma carreira sólida no ambiente corporativo, atuando sob o regime CLT, mergulhei de cabeça no universo do CNPJ e do empreendedorismo. Muitos de nós, em algum momento da carreira, nos vemos diante dessa encruzilhada, pesando prós e contras que parecem antagônicos.
Muito além de apenas citar as diferenças entre CNPJ e CLT, meu intuito é compartilhar com vocês aquilo que, de fato, virou inegociável para mim quando optei por essa virada de chave na minha carreira
A estabilidade do salário fixo e a previsibilidade financeira são, sem dúvida, um dos maiores atrativos da CLT. Saber que todo mês um valor certo cairá na conta, independentemente das flutuações do mercado ou da captação de clientes, oferece uma tranquilidade para planejar a vida que é inegável.
E isso não se limita apenas ao salário, mas também a todo pacote de benefícios que o regime celetista oferece: planos de saúde de excelência, previdência privada, vale-refeição e transporte, carro corporativo, combustível, “Sem Parar”, 13º salário, férias remuneradas, bônus anuais, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e muito mais. A lista é longa e seu impacto financeiro e na qualidade de vida é imenso.
Havia também o “sobrenome” corporativo, o glamour de pertencer a uma grande empresa – um rótulo que abria portas e fazia parte da minha identidade. E, claro, a troca intelectual constante com profissionais de alto nível e o acesso facilitado a cursos e palestras custeados pela empresa.
Confesso que, ao sair, percebi que perdi alguns “amigos” nesse processo, pessoas para quem eu não era mais “interessante” sem aquele rótulo. É uma face da realidade que muitos não comentam, mas que existe, e que me fez refletir sobre a natureza de certas relações.
Mas a verdade é que, mesmo com essa nostalgia de alguns “luxos” corporativos, eu não voltaria atrás. O CNPJ me trouxe uma flexibilidade e autonomia que nunca imaginei ser possível. Minha agenda é minha, e isso me permite conciliar a carreira com outras prioridades da vida de uma forma que o CLT jamais permitiria.
A diversidade de clientes e projetos também me impulsiona diariamente. Longe da rotina de uma única empresa, trabalho com diferentes segmentos, o que enriquece meu repertório, desafia constantemente e me oferece um leque de aprendizados que só a variedade proporciona.
Acima de tudo, a realização de construir algo meu. Ver minha empresa florescer em menos de três anos e já dar resultados concretos é uma satisfação indescritível. É a liberdade de colher os frutos do meu próprio esforço e ter um propósito alinhado ao meu estilo de vida.
Como disse uma amiga de infância: “A Janine deixou a carreira em São Paulo para ter mais tempo, mas, nas horas vagas, você vai encontrá-la trabalhando, rs”. Sim, porque eu amo trabalhar. Sempre achei no trabalho um lugar de realização e isso não mudou porque eu deixei a CLT. Não se trata de trabalhar menos, mas de trabalhar de forma mais inteligente, priorizando o que realmente importa e distribuindo meu tempo com um controle que antes não existia. É a autonomia para decidir quando, onde e como.
Minha jornada é a prova de que a felicidade profissional é uma construção particular, com nuances e escolhas que mudam conforme o momento de vida. Hoje, sou imensamente feliz e realizada como CNPJ, mesmo guardando algumas “saudades” do CLT.
Social Chat is free, download and try it now here!
